João Paulo Real, portoclarense, técnico do Real Esporte Clube, é o novo Presidente da Confederação Micronacional de Futebol, na mais desmotivada e menos participativa eleição para presidência da CMF em todos os tempos de futebol micronacional.
Essa eleição reflete a diminuição da atividade geral e diminuição da atenção dos desportistas mais antigos para a prática desse esporte, que passa por um momento de renovação e sem uma clara definição sobre o seu próprio futuro. Isso porque, atualmente, vários são os problemas que se fazem presentes nesta organização, que deverão ser solucionados pelo novo Presidente:
- A começar pela falta de um calendário definido. Ninguém sabe dizer, em pleno mês de outubro, se ainda teremos um Mundial de Clubes, ou uma Copa do Mundo. Todas as competições que vem sendo realizadas, são de iniciativas das Federações, e sem nenhum apoio da CMF.
- Depois, vem a falta de participação dos representantes das Federações, que são os responsáveis por levar à CMF os anseios dos técnicos, impasses regionais, idéias para impulsioanr o esporte, etc.
- Ainda tem o problema de haver poucos interessados em colocar a mão-na-massa, em termos de Comissões. A Comissão de Fiscalização é a mais carente, mas poucos se aventuram...
- Cito ainda o problema da eterna falta de uma página da CMF, que reúna dados históricos de torneios, times, técnicos, além de servir como um espaço a mais de interações dos técnicos, de acesso a informações relevantes, e até mesmo como um auxílio aos novos técnicos.
João Paulo, durante a etapa de apresentação de propostas, mostrou 6 itens que pretende colocar em prática durante sua gestão. Acompanhem:
- 1 - Reorganizar a estrutura interna da entidade, com um Conselho Deliberativo e três Comissões (Administrativa, Desportiva e Operacional);
- 2 - Rediscutir o calendário mundial com as federações;
- 3 - Aprimorar as regras disciplinares, mediante amplo debate e rigor técnico, para definir claramente cada hipótese e cada conseqüência nos casos de irregularidades e prejuízos;
- 4 - Criar uma premiação especial para treinadores e atletas;
- 5 - Propor junto ao mantenedor do sistema a criação de um sistema de patrocínios e a possibilidade da desvinculação de um treinador de seu time, podendo ser criada a figura do proprietário do time, de modo a permitir que um time, cujo dono é A, contrate como técnico o cidadão B;
- 6 - Manter um clima de cordialidade, respeito e organização em todas as atividades e listas da CMF.
São propostas que, se bem executadas, juntamente com as necessidades que mencionei no parágrafo anterior, teremos um retorno dos tempos de grande animosidade por parte dos participantes do futebol micronacional.
Por parte do Plantão do Futebol, fica o nosso desejo de um bom trabalho, e a promessa de que acompanharemos, divulgaremos e analisaremos todos os passos do novo Presidente, para que tenhamos um futebol micronacional com qualidade e que sirva aos nossos propósitos de entretenimento, acima de tudo.
24/10/2005
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